7 dicas para estimular e trabalhar a curiosidade infantil

A curiosidade infantil é uma das características mais interessantes. O desejo pelas descobertas é algo espontâneo nessa fase da vida, até porque os primeiros anos de vida das crianças são basicamente feitos disso.

Desde habilidades simples como segurar um objeto até a alfabetização, sem dúvidas ser curioso(a) é um traço que colabora com o desenvolvimento nas primeiras idades. Então, nada melhor do que estimular esse trabalho, não é mesmo? Os pais podem ajudar muito nesse sentido, além de todas as outras pessoas que convivem com a criança.

Não sabe como colocar isso em prática? Nós temos dicas! Acompanhe a seguir e saiba o que fazer.

1. Deixe a criança fazer perguntas

Uma das reações mais comuns da curiosidade é fazer perguntas. Repare como pessoas curiosas têm um olhar diferenciado das coisas e querem saber sobre como elas funcionam. O problema é que os pequenos podem ser reprimidos em alguns momentos por perguntarem demais.

Nessas horas, é bom lembrar que muito do que é óbvio para os adultos ou adolescentes não é na cabeça das crianças. Deixar que elas façam seus questionamentos e ter paciência para lidar com isso é uma das formas de estimular o aprendizado.

O papel dos mais velhos é responder as perguntas buscando esclarecer todas as dúvidas e não cortar a curiosidade que surge naturalmente no dia a dia.

2. Incentive o raciocínio lógico

Como falamos no tópico anterior, dar as respostas é fundamental para não quebrar a vontade das crianças de querer entender sobre o mundo e os elementos que as cercam. Porém, nem sempre o ideal é oferecer toda a informação pronta para elas. Há muitas formas de favorecer o desenvolvimento infantil e incentivar o raciocínio lógico é uma delas.

Isso quer dizer tentar fazer com que elas entendam a lógica por trás das coisas. Por exemplo, como uma televisão funciona? Você pode explicar sobre a energia elétrica e deixar que a criança tente ligar o aparelho sem estar conectado na tomada.

No fim das contas, tudo depende da faixa etária e do tipo de questão que passa pela cabeça de cada um. Mesmo assim, em quase toda situação é possível estimular a autonomia, a busca por mais informações e sugerir experiências que ajudem no esclarecimento de alguns pontos.

Permita que a criança tenha acesso ao conhecimento, mas sempre estimulando que ela tenha que raciocinar para compreendê-lo, e não somente consumi-lo pronto.

3. Estimule o hábito da leitura

Uma das melhores fontes de conteúdo é a leitura. Atualmente, as tecnologias dominam boa parte das nossas vidas e as crianças estão cada vez mais familiarizadas com o entretenimento tecnológico. É claro que muitos desses recursos modernos ajudam no desenvolvimento infantil, mas não podemos deixar de lado os velhos (e bons) hábitos.

Quando toda a família tem um mesmo costume, é bem provável que ele seja transmitido para as novas gerações. Logo, uma vez que a criança cresce em um ambiente em que observa todos ao seu redor praticando a leitura, é muito provável que ela irá levar esse hábito por toda a sua vida.

A cada página de um livro cria-se uma expectativa para o restante da história, o que desperta ainda mais a curiosidade. Mesmo se a criança não souber ler, folhear livros e ouvir histórias já faz muito bem. Não desista da ideia de fazer seu filho gostar de ler!

4. Crie histórias

Imaginação, criatividade e curiosidade têm tudo a ver. Além da leitura que proporciona histórias prontas, nada impede que novos enredos sejam inventados como uma tarefa que desenvolve diversas habilidades — fora a parte da diversão.

Uma dica de atividade é criar um livro de autoria da própria criança, sempre com ajuda dos mais velhos no que for necessário. Deixem a imaginação fluir para montar toda a narrativa, pensem nas ilustrações e tenham uma obra pronta ao final do processo! As histórias orais também podem ser incluídas na rotina, mas a proposta do livro acaba sendo mais completa.

5. Apresente atividades ligadas à arte

Toda expressão artística contribui muito para o desenvolvimento de qualquer pessoa, seja durante a infância ou ao longo da sua vida adulta. A arte requer sensibilidade, atenção e outras capacidades específicas. Por isso, o ideal é aumentar o contato da criança com as artes no seu dia a dia para despertar o interesse de explorar essa parte.

Normalmente, os pequenos gostam de produzir algo e apresentar para as outras pessoas, como se fosse um reconhecimento pelo esforço e dedicação. Inclusive, isso ajuda na construção da autoestima e serve de incentivo.

Algumas opções que não podem ficar de fora são: desenho, pintura, cinema, música, artesanato, dança e teatro. Com essa variedade, a programação de atividades vai ficar dinâmica e super divertida!

6. Realize experimentos

Assim como existem as aulas teóricas e práticas na faculdade, realizar experimentos é uma metodologia de aprendizagem que oferece vários benefícios — incluindo o fato de incitar a curiosidade infantil.

A tradicional experiência de plantar feijão no algodão comprova isso. Saber que sol e água fazem uma semente de feijão brotar é interessante, mas ver esse processo acontecer dia após dia é muito mais legal, concorda? Principalmente para crianças, a observação facilita muito o entendimento, e a curiosidade vai sendo desenvolvida aos poucos.

Então, a dica é colocar a mão na massa! Busque opções de experimentos simples para fazer em casa (como esse do feijão) e instigue as descobertas em cada uma dessas oportunidades. É possível encontrar milhares de tutoriais na internet, bastando escolher os seus preferidos e que sejam condizentes com a faixa etária da criança.

7. Inclua as atividades de criatividade na rotina

Por fim, a nossa última dica é sobre constância. Atividades isoladas não oferecem o mesmo resultado do que quando elas realmente fazem parte da nossa rotina. Experimente praticar um esporte ou tocar um instrumento uma vez por semana, enquanto o seu amigo faz isso todos os dias. A prática regular é essencial.

Então, saiba que incentivar a curiosidade infantil é também ajudar na organização e disciplina da criança. Uma rotina produtiva depende de estímulos constantes, até porque durante a infância é difícil ter consciência e autonomia para decidir o que fazer durante a infância. Os incentivos externos fazem muita diferença, o que aumenta a importância do papel exercido pela família e pela escola nesse contexto!

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