Qual é a diferença entre o método tradicional de ensino e as metodologias ativas?

Os temas “método tradicional de ensino” e “metodologias ativas” têm sido muito discutidos e implementados há um tempo pelos profissionais da área da Educação. Porém, muitas pessoas ainda parecem ter dúvidas quando esse conceito é debatido durante uma conversa.

Para que você consiga sanar suas questões sobre esse assunto, iremos explicar, neste artigo, como tais métodos funcionam e quais são as diferenças entre eles. É importante atentar-se a esse tema, pois ele auxilia você a saber o que priorizar na hora de escolher a escola ideal para quem você mais ama. Confira!

O que é o método tradicional de ensino?

O método tradicional de ensino tem como base a padronização dos estudantes e do aprendizado. Em outras palavras, o professor é a parte central do processo de aprendizagem, pois os assuntos são expostos e exigidos a partir de uma certa hierarquia, em que o profissional se apresenta como o detentor de todo o conhecimento.

As aulas expositivas — em que o professor fala e a comunidade se mantém sentada ouvindo e fazendo suas anotações — não exigem um questionamento ativo por parte dos estudantes, considerados secundários nesse método.

No caso do ensino tradicional, a avaliação é considerada como o ponto mais importante. Tal avaliação, geralmente, é aplicada no formato de uma atividade, uma prova ou um teste. Isso é resultado de um sistema que utiliza o vestibular e o Enem como a régua do aprendizado dos estudantes.

Quando falamos desse método, nota-se uma extensão de conteúdos organizada a partir de um planejamento escolar, sendo uma abordagem menos participativa e mais passiva por parte dos alunos. Além disso, também são valorizadas as regras de comportamento entre os integrantes da comunidade.

Vários especialistas da área da Educação estão, há algum tempo, dizendo que o enfoque (apenas) no conteúdo e nesse estilo de aula não são os mais benéficos para a aprendizagem e desenvolvimento do aluno, pois não trabalham o desenvolvimento de sujeitos críticos e independentes.

Agora, veremos uma metodologia oposta a algumas postulações da tradicional, verificando as diferenças entre os dois métodos.

O que são as metodologias ativas de aprendizagem?

Como o próprio nome já diz, as metodologias ativas de aprendizagem têm a função de colocar o aluno como figura central no processo de ensino. Em 1930, o professor Reginald William Revans começou a utilizar o termo relacionado às atividades que fogem da aula expositiva — em que o estudante apenas escuta — e parte para um movimento realmente ativo, em que o aluno lê, escreve, discute e trabalha com a intenção de resolver situações-problema.

Ensinar o aluno a refletir e criar um senso crítico próprio é uma das principais motivações das metodologias ativas. Trata-se de uma maneira que os educadores têm de promover uma mudança eficiente sobre todo o processo de ensino-aprendizagem.

Ao contrário do método tradicional, a metodologia ativa cria maneiras de que o conteúdo chegue ao estudante por meio de exercícios práticos, em que eles precisam resolver tarefas, refletir sobre o problema e discutir em grupos. O objetivo é que eles desenvolvam o pensamento crítico e, de fato, ativo.

Essa abordagem pode ser executada de diversas maneiras e aplicada em todas as disciplinas, pois o professor pode instigar o aluno por meio de muitos ângulos e atividades. Além disso, o uso da tecnologia é usado a favor das metodologias ativas, tornando a aula mais dinâmica, prática e agradando os alunos que vivem em uma geração tão avançada.

Quais as principais diferenças entre os dois métodos?

Agora que você compreendeu melhor as definições de cada metodologia. Que tal conhecer as diferenças mais marcantes entre esses dois métodos?

O foco principal do processo de ensino-aprendizagem

Não adianta uma aula repleta de conteúdos interessantes, mas que o aluno não consegue compreender a maioria das explicações já que elas são feitas verticalmente, ou seja, tendo apenas uma exposição das informações — sem o uso do pensamento crítico. A aula vertical é produto do método tradicional de ensino, em que o professor é a figura central.

É importante lembrar que o principal foco do processo de aprendizagem é garantir o entendimento pleno do aluno, permitindo que ele pratique tais ensinamentos tanto no seu âmbito escolar quanto na sua vida cotidiana. Assim, uma aula agradável é aquela em que o aluno se sinta seguro para debater determinados assuntos e aproveitar os conteúdos lecionados.

As metodologias ativas tendem a priorizar esse segundo exemplo, no qual o estudante participa ativamente da aula de diversas formas, permitindo que o seu conhecimento seja construído a partir de conteúdos anteriores já adquiridos.

A figura central

Como já foi dito, no método tradicional, o professor é a figura central da aula, pois ele se apresenta como detentor de todo o conhecimento, tendo a responsabilidade de compartilhá-los com seus alunos. No entanto, não ocorre uma troca interativa, uma vez que são considerados pouco os conhecimentos dos estudantes, impossibilitando uma possível troca que poderia acontecer a partir deles.

Já as metodologias ativas permitem que o aluno seja o principal personagem durante o processo de ensino. Isso ocorre por meio de atividades que promovam a movimentação de competências e habilidades internas.

Quando a figura central muda, toda a dinâmica da aula também se modifica.

Conteúdos ensinados

Uma aula que preza mais em passar o conteúdo do que estimular a capacidade de raciocínio do aluno, utilizando diferentes meios e conhecimentos para chegar a uma conclusão, é uma aula tradicional. Nesse caso, os conteúdos servem para a realização de avaliações e, geralmente, são esquecidos pelos estudantes, já que não são trabalhados de forma dinâmica em sala de aula.

Os conteúdos lecionados nas metodologias ativas dialogam diretamente com a capacidade do aluno de se desdobrar, de trabalhar em equipe e de compreender e questionar a si mesmo e ao mundo. Assim, o conteúdo se torna secundário, pois todo o processo de análise e dedução é mais importante para a formação do estudante, pois ele utilizará essas ferramentas em todos os momentos que necessitar pensar e agir criticamente.

Relação entre professor e aluno

A história da relação entre o professor e o aluno mudou com a passagem do tempo. Antes, com as aulas mais tradicionais, o medo dos professores era confundido com respeito. Hoje, com aulas que instigam e promovem um diálogo aberto e colaborativo, a relação entre todos da sala tende a ser mais leve e menos problemática, fazendo com que o estudante se sinta mais confortável em expor suas opiniões e dúvidas.

O que é importante considerar ao escolher a instituição de ensino ideal?

São vários fatores que devem ser considerados quando falamos de educação na atualidade. Os detalhes na sala de aula e em todo o ambiente escolar fazem a diferença no desenvolvimento humano e educacional do aluno. Por isso, a escola deve ser escolhida com muita atenção pelos responsáveis.

Uma instituição adequada é um lugar que preza por educadores que colocam o estudante como protagonista, explorando as novas formas de aprendizado e priorizando relacionamentos mais humanos. Dessa forma, é possível colher os frutos das metodologias ativas, sabendo que isso faz toda a diferença para os resultados atuais e futuros da comunidade escolar.

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